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27/12/2017

Vereador cobra novas aplicações de produto para combate ao borrachudo

Cidade passou os meses de outubro e novembro sem aplicação do BTI

O vereador Mateus Pestana (PCdoB) esteve na sede da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) de Ilhabela juntamente com o secretário de Saúde, Marco Antônio Gênova, em busca de informações sobre a atual situação do trabalho realizado para o combate ao borrachudo. Após um período sem a aplicação do BTI (Bacillus Thuringiensis Israelensis), produto fornecido pelo Estado e utilizado para o controle das larvas, foram constantes as reclamações de moradores e turistas em relação ao incômodo causado pelo inseto.

De acordo com a Secretaria de Saúde, o Estado parou de fornecer o produto em março, desde então já são nove meses sem abastecer a cidade. Para solucionar pontualmente o problema, no meio do ano a Prefeitura realizou uma compra emergencial de 750 litros do larvicida biológico. Segundo informações do supervisor da Sucen, Jair dos Santos Plácido, são utilizados mensalmente, em média, 250 litros do produto para um controle efetivo.

Em setembro, por meio de licitação, foram adquiridos, com recursos do município, mais três mil litros do inseticida que devem suprir as necessidades durante o período de um ano. Porém, diante do tempo para os trâmites de um processo licitatório e considerando o atraso na entrega do produto, a cidade passou os meses de outubro e novembro sem o combate ao borrachudo, o que gerou grande polêmica e reclamações. Além de incomodar, a picada do inseto pode causar forte irritação, coceira, dor e inchaço, variando de acordo com o grau de alergia da pessoa.

A preocupação da Secretaria de Saúde é que o governo estadual entenda que o município tem condições de arcar com as despesas e deixe de fornecer o larvicida. “Nenhuma cidade do Litoral recebeu o BTI. Algumas estão sem aplicação desde março, pois não têm condições de comprar”, explica o secretário também fazendo um apelo à população. “Estamos contando com a comunidade como agente fiscalizador e controlador. Para evitar a proliferação do borrachudo, medidas como não lançar esgoto e lixos nos córregos e evitar o desmatamento às margens dos arroios fazem a diferença”.

O vereador Mateus Pestana (PCdoB) destacou a importância do planejamento para que o município não fique mais uma vez desabastecido, causando incômodo a moradores e também a turistas que visitam Ilhabela. “Sabemos que a responsabilidade é do Estado em fornecer o BTI, mas se é possível utilizar recursos municipais, não podemos permitir que a população sofra com os efeitos da falta do produto”, completou

Nesta quinta e sexta-feira (27 e 28/12), os agentes da Sucen trabalham em novas aplicações do BTI nas cachoeiras localizadas nos bairros da Cocaia, Feiticeira, Praias do Julião e Grande, Curral, Veloso, Cabaraú, Engenho D´Água, Vila e Siriúba.

 

Por se procriarem somente em água corrente, a Vigilância em Saúde, intensifica o programa de aplicação do larvicida biológico nas nascentes dos rios e nas 370 cachoeiras do município, somando mais de três mil pontos de controle, com reaplicações a cada 15 dias, conforme calendário previamente estudado pelos técnicos. Vale ressaltar que o produto combate apenas as larvas, porém os mosquitos que estão voando vivem aproximadamente 45 dias. 


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